sexta-feira, 8 de julho de 2011

Me referia...

...assim como muitas expressões que utilizamos e ouvimos desde pequeninos, trata-se de um caso de mistério que poucos ouviram falar. "navegar é preciso, viver não é preciso", já dizia Pompeu, que utilizou-se do termo "preciso" para indicar minunciosidade, e não necessidade. foi o que eu quis dizer anteriormente. enfim, esse espaço tem estado para mim assim como uma válvula está para o escape. as emoções e milhares de acontecimentos sobrepostos uns aos outros torturam a alma e trituram o cérebro, eu digo que estou cansada. cansaço mental, cansaço físico. por que não um botão de desligar para todos os momentos -vida da vida? parece estranho. poderia fazer fotossíntese, realizar mil e muitos alguns outros processos diferentes, mas não. eu estou aqui (e assim) porque uma força maior quis assim. páro para contemplar as pequenas coisas da vida. nossa, como elas me fazem uma pessoa mais feliz. a cada refeição ou palavra carinhosa, uma explosão de satisfação. aos amigos, só tenho a agradecer. quando tudo parece fora do ar, há quem funcione para você como uma relação entre imãs, irmãs. irmãos. sem muitos rodeios, mas já rodeando, o tempo se mostra o pior dos inimigos, agora. peço para que ele não passe até a prova de sábado (e de domingo). imploro para que ele voe quando penso no mês da primavera. tempo rei. suplico de todas as maneiras que para mim fazem-se possíveis, mas ele não me atende (o tempo). certa vez escutei uma frase que pensei, pudesse rapidamente me esquecer. "o tempo é o senhor da razão". clichê, sempre clichê. clichês fazem sim muito sentido. como não? o tempo cura, dói, machuca, e funciona para nós como um medicamento milagroso, mesmo que nos afogando dentro da nossa própria ansiedade. a ansiedade é traiçoeira. "espero que o tempo passe (ou não), mas não espero que a semana acabe" modifico algumas canções, é o meu jeito de fazer com que elas pareçam mais lógicas para mim, pareçam mais comigo. como um abraço pode mudar o nosso dia. quando digo nosso, me refiro a nós. um-a-um coração. porque, eu sei, não importa o quão frio/seco alguém seja/pareça ser, um abraço forte tem a incrível capacidade de metamorfose de sentimentos, sejam eles instantâneos, ou não. às vezes, (muitas), não são. é o que eu chamo de problema. me dá um abraço. gosto da infinita e incansável forma como a vida brinca com as nossas emoções. pode parecer faltar o ar. o coração reclama, e alma pede um intervalo. no desenrolar da madrugada, seu resultado tende a ser muito melhor. paciência e tolerância podem ser exatamente tudo que precisávamos, e sequer desconfiávamos. o tempo, mais uma vez ele. não importa o quão feliz ou triste você esteja. isso vai passar. a busca pelo equilíbrio não deve, não pode e não vai embora tão facilmente. segure-a, amarre-a pelo braço. algumas pessoas parecem se incomodar com a minha maneira de sentir-me bem. e com a sua também. elas não me dizem muita coisa, na realidade, elas não me dizem. elas não me falam. sinto-me tentada a perguntar aonde descolaram a tal capa da invisibilidade. metáfora, ironia. gosto mesmo dessas figuras. uma a uma vão completando o meu álbum. eu não pretendo parar por aqui.

2 comentários:

  1. nasceu para escrever. nao desista nunca do seu sonho, porque ele foi feito pra você!

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  2. hahahah vou lembrar de você com isso, sempre sempre!!

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