domingo, 31 de julho de 2011

Sobre Nada

o tempo 
que passa 
para o coração
não passa
na mesma proporção
que vai 
tiquetaqueando
mas
pára o coração e 
não é o mesmo
que vai 
apressando
não é mesmo
o que deveria passar
passe em casa
tô te esperando

E aí, o amor pode acontecer de novo pra você

palpite...

domingo, 24 de julho de 2011

Moda mode on



Tenho muitas paixões. A moda é uma delas. É bem comum, se não enjoativo, ouvirmos pessoas dizerem que são apaixonadas por moda. Eu realmente sou e, não nego, algumas declarações causam-me náuseas. Enfim, vamos ao que interessa. Tenho claro na minha cabeça o frequente diálogo:


- Quero uma calça-não-sei-das-quantas...
- Não gosto.
- Mas tá na moda!
- É, estão usando.
- É...


Moda x Tendência
Pra começar, deixo claro que moda e tendência não devem ser entendidas como sinônimos. O referente diálogo trata-se nada mais, nada menos do que uma "discussão" sobre determinada tendência. Não condeno quem adere às tendências, apenas considero falta de vergonha na cara personalidade adquirir um produto simplesmente por estar na moda ser uma tendência. Às vezes (muitas), alguém consome produtos que nem mesmo gosta, para sentir-se integrante de determinado "grupo seleto". E que grupãoeinnnn. Sobre a prática do "consumir sem necessidade", não dissertarei. Já não bastasse se tratar de um assunto muito batido, estaria sendo hipócrita. Além do que muitos entendem, tendência não se relaciona apenas com roupas ou produtos que usamos em nós mesmos. Vai de um simples fone de ouvido ou brinquinho brega de zíper até o que você consome no estabelecimento mais badaladinho do semestre. Temaki é tendência; Sminorff Ice é tendência; As inúmeras franquias de yo frozen decoradas em verde, rosa e branco, também. E eu adoro. Sou da época em que o achocolatado Mágico da Xuxa e o Frutilly eram tendência! Anyway, seria eu a única a sentir-me saturada diante das mil e umas flores sintéticas que as mil e uma madeixas abrigavam no ano em que a Íris Stefanelli participou do Big Brother Brasil? Seria eu a única a perceber que a atual moda do lacinho-em-tudo-até-aonde-você-não-imagina iniciou-se a partir do momento em que Blair Waldorf entrou em ação? Tudo bem, essa sim é admirável (hahaha). Tratando-se das principais tendências, sem dúvidas a rede globo e os principais veículos de comunicação (e tudo mais o que vem de fora) são os responsáveis pela "disseminação" das mesmas. A moda, no sentido mais conceitual e automaticamente menos amplo da palavra é a tendência de consumo da atualidade. O que faz sentido, mas, se difere da tendência a que me referia. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos; é uma maneira "passageira" e frequentemente mutável de se comportar e, sobretudo, de se vestir. A ditadura do consumismo desenfreado e da imposição das tendências tem nos tornado pessoas cada vez mais semelhantes e menos originais. E isso, definitivamente, não é moda! Falando na moda, propriamente dita, eis uma pic da linda mulher considerada a primeira top model do mundo, pros que pensavam que era a miga Gi Bündchen




 Lesley Hornby, mais conhecida como Twiggy, foi modelo, atriz e cantora. Britânica, foi ícone dos anos 60, juntamente ao seus cílios postiços. A foto é a mais conhecida de toda sua carreira, e pra quem não sabe, a cor do vestido e seu nome artístico serviram de pura inspiration pra um dos esmaltes da coleção pop for you, da risqué. O nome? Twiggy! EHE. Era magra e pequena! Hoje em dia, estaria fora dos padrões no tocante à altura. A moda também tendencia padrões. 
Falando de moda, para a minha pessoa, não se pode deixar de citar o divo mais que perfo, Andy Warhol, criador da Art Pop, que muito muito contribuiu para a moda nos mais diversos tipos de expressão! Design, criações mais que fantásticas, pop, arte e, é claro, a publicidade, "arte" de convencer alguém de que precisa de algo, mesmo que não seja vero! Os tópicos conectam-se muito mais do que imaginamos, e a moda faz sim parte da história, da economia, das navegações feitas pelas naus (hehehe) e das frenéticas movimentações da bolsa de valores! 



sábado, 23 de julho de 2011

Faz parte do meu show

De repente, foi como se arrancassem de mim uma nota, ou um do re mi por completo. Foi como se a cena tivesse sido corrompida. Definitivamente a música foi desfeita. Talvez a minha orquestra não fosse tão boa, ou as tintas que usei para a tela mais apreciada fossem de má qualidade. Como diz Vinícius de Moraes, de repente, não mais que de repente. Esse é o soneto da separação. Falemos, então, de coisas boas. Tentei. Parece simples. Não é. Mas por que as pessoas insistem em mostrar-se interessadas quando na verdade, não estão? Perguntam-me como estou. Por uma simples questão de educação. Mas não querem, efetivamente, saber. Há momentos em que o melhor a se fazer é faltar com a educação. Acho que ela não se incomodaria tanto em ceder o seu lugar ao bom senso. Não me pergunte o que eu penso sobre determinado assunto ou se estou feliz, se realmente não faz diferença para você. O pulso ainda pulsa. Não mais o da Amy, coitadinha. Retomando a minha melodia, sei que muitas das mais importantes notas musicais que a integram não se deixarão ser levadas, uma delas é a minha vontade se ser, crescer, escrever. Assim como numa gradação crescente. Espero não me perder no clímax. Quanto à curiosidade dos, de fato, interessados, estou sim, muito bem, obrigada!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

caught in a bad romance





  Lady Gaga estava certa muito além de onde minha compreensão poderia ir. "I want your ugly, I want your disease. I want your everything as long as it's freeI want your love".
E a pergunta que não quer calar: Enquanto é de graça? Até quando é? Para mim, o limite se trata exatamente do estar bem/fazer bem. É complexo e exige uma reflexão não menos importante do que ele: o amor (ou paixão, ou atração, ou carência, ou inúmeros sinônimos efetivamente destinados a tal sentimento). Não há (aparentemente) explicação alguma capaz de esclarecer-me sobre determinados fatores que nos fazem bem-mal simultâneamente. É como dizem: "não há explicação para as coisas do coração". Reflito. Me pergunto. Que coração é esse? O coração que (achamos que) conhecemos, idealizado e responsável pelas emoções e tudo mais que relaciona-se (in)diretamente com os sentimentos. Talvez todo esse "mundo das idéias" seja resultado da cultura em que estamos inseridos - somada ao fato de não termos a opção de optar pela maneira que queremos "sentir" - : razão x emoção; respectivamente equivalentes ao cérebro x coração. Tem alguma coisa errada. O homem que pensa é o mesmo homem que sente (e a mulher também, quem sabe principalmente). Sendo assim, para continuarmos o raciocínio, pensemos o nosso ser como um só, que é o que na real, somos! De repente, o "até quando é de graça" seja uma analogia ao momento em que o amor próprio dá lugar à uma espécie de obsessão. É quando seguimos a incoerente lógica do 2 - 1 = 0, mesmo depois de anos e anos de prática (cabe a cada um a compreensão acerca de que tipo de prática). Enfim, refiro-me ao momento em que passamos a amar o outro ainda mais do que a nós mesmos. Acho que temos um problema.
O amor-próprio é ainda muito confundido com um sentimento egoísta, o que de fato, não condiz! Amor-próprio muito tem a ver com o respeito para consigo mesmo e a vontade de estar feliz, assim como numa progressão geométrica, e até mesmo mais saudável, pois, mais uma vez associando os sentidos, uma coisa está completamente ligada a outra. Uma vez que estamos bem "do coração", estaremos bem como um todo, vulgo corpo e alma. É claro que não compreendo o amor-próprio como idéia prepotente, tampouco auto-suficiente. Mesmo porque, segundo Jobim e Toquinho fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho. Muitas vezes é do tipo de emoção que toma conta de nós só até o fim da música, mas se pararmos para, de fato, fazer uma análise, faz muito sentido, principalmente objetivando-nos à fazer do "ser feliz" algo dissociado a um foco permanente. Isto é, não existe apenas uma maneira para sermos felizes, muito menos uma única pessoa capaz de nos trazer tudo que precisamos só pelo fato de estar presente. A sua lista de prioridades deve ser constituída por:
1º - Você
2º - Você de bem com você
3º - Você e se pa, alguém (hahaha)
4º - Você e alguém, em sintonia com o sistema você-alguém
Não me refiro à sintonia das músicas da moda, nem da sintonia presente na relação das migas-falsas-fofas, mas sim à sintonia no sentido do equilíbrio entre dois alguéns. Aprendi muitas coisas nos dois últimos anos. A principal delas é que para nós, mulheres, quase sempre os detalhes são muito mais perceptíveis. Portanto, o melhor a fazer é tentar "desligar" em determinadas situações a sensibilidade excessiva, com o objetivo de não promover um desgaste pessoal, ou até num certo relacionamento. Dessa maneira, um dia, quem sabe, nos tornemos criaturas menos neuróticas. Outra coisa é que, em qualquer relação interpessoal, sobretudo amorosa, não importa o quão disposto um dos integrantes esteja a fazer com que dê certo, se o outro não estiver pelo menos determinado a "construir" isso conjuntamente, não vai dar! É como a história do "quando um não quer, dois não brigam". A notícia desanimadora: Quase sempre um não quer tanto quanto o outro. Não brigar nunca foi tão ruim. Evite medir atitudes como uma forma de comparação de esforços, sempre vai haver um momento certo para que você possa retribuir algo a alguém. Quem retribui, retribui algo, a alguém. Verbo transitivo. Transite dentro de si, porque nada além da clareza do que você sente, inclusive, por você mesmo, trará para você tanta paz como essa transição. Conheça você mesmo e verá o que te faz bem. Amar também é verbo transitivo. (Transite, mais uma vez!). Portanto, não feche as portas do seu "coração", como uma forma de defesa. Aprenda simplesmente que há certas coisas as quais deveríamos dar muito mais importância do que damos. Esforce-se para tal, mesmo que você só consiga ouvir uma parte da música: "I want your love. Love, love, love".

domingo, 17 de julho de 2011

As 8 MAIORES dos quatro maiores

Na ordem: George, Paul, Ringo e John




Era uma (e duas, e três, e quatro) vez(es) quatro meninos de Liverpool, noroeste inglês. Não satisfeitos por serem donos de vozes brilhantes e responsáveis por impecáveis produções, encarregaram-se de compartilhar com o mundo toda sua genialidade. Gênios, nada menos. O Extrato MTV mostrou as 7 (para mim, oito) maiores invenções dos Beatles, e euzinha aqui fiquei boquiaberta. Comassim tornar-me ainda mais fã? Assim:


 - Os Beatles desenvolveram a técnica do Fade In, que consiste no aumento gradual da música, ou de uma imagem. A primeira canção que se utilizou da técnica foi 8 days a week, vale a pena conferir: http://www.youtube.com/watch?v=Vs5qsk0pc6Y. Desde então, o Fade In foi adotado por muitas bandas, como os Smiths, e é muito utilizado até hoje.


Shows em estádios. Diante de tamanha população ALOK do fã clube, aderiram às apresentações em estádios de futebol. Ivete que se segure... Dessa maneira, não faltaria espaço para as milhares de tietes enlouquecidas. Será?


- George Harrison, Paul McCartney, Ringo Starr e John Lennon  foram os criadores do Videoclip. Sim, as superproduções e até curta-metragens que apreciamos (ou não) nos dias de hoje, nada mais são do que atuais reproduções de tal sacada! No auge da videomania, eles exibiram na MTV o primeiro videoclipe da (sua) história.


- O Feed Back. Quando eu entender exatamente o que é, altero esse post. Definição pronta: No processo de desenvolvimento da competência interpessoal, feedback é um método que auxilia no processo de mudança de comportamento, ou seja, é a comunicação entre uma pessoa ou um grupo no sentindo de fornecer-lhe informações sobre sua performance na organização.


- Encarte com letras na capa dos CDs. Às vezes o simples é o que há de mais sofisticado. "Ah, vai, não é nada demais...". Quem não fica transtornado(a) ao abrir um CD sem letrinha? 


- A própria MTV. Sim, a Music Television de meldels, que tanto nos acrescenta cultura e traz boa programação, foi criada pelos Beatles, diante da necessidade de um canal, na época, exclusivo para a exibição de videoclips. Estamos aí.


- Ringo Starr, o integrante "patinho feio" da banda, foi o responsável por ser o primeiro do mundo a exercer as funções de bateirista-vocalista. Parecia impossível, até que... Desde a época, muitas e muitas bandas se valeram da novidade. Até agora.


- O Heavy Metal. Isso mesmo, os 4 menininhos trouxeram para o mundo dos mortais um dos maiores gêneros quando o assunto é rock. Brasileiramente falando, o "rock pauleira" foi criado por eles, em especial por Paul, com Helter Skelter (http://www.youtube.com/watch?v=QWuXmfgXVxY) em resposta às constantes críticas que recebia pelo fato de "só" criar baladinhas. É o que eu chamo de crítica construtiva.  


Quanta irreverência...



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Me referia...

...assim como muitas expressões que utilizamos e ouvimos desde pequeninos, trata-se de um caso de mistério que poucos ouviram falar. "navegar é preciso, viver não é preciso", já dizia Pompeu, que utilizou-se do termo "preciso" para indicar minunciosidade, e não necessidade. foi o que eu quis dizer anteriormente. enfim, esse espaço tem estado para mim assim como uma válvula está para o escape. as emoções e milhares de acontecimentos sobrepostos uns aos outros torturam a alma e trituram o cérebro, eu digo que estou cansada. cansaço mental, cansaço físico. por que não um botão de desligar para todos os momentos -vida da vida? parece estranho. poderia fazer fotossíntese, realizar mil e muitos alguns outros processos diferentes, mas não. eu estou aqui (e assim) porque uma força maior quis assim. páro para contemplar as pequenas coisas da vida. nossa, como elas me fazem uma pessoa mais feliz. a cada refeição ou palavra carinhosa, uma explosão de satisfação. aos amigos, só tenho a agradecer. quando tudo parece fora do ar, há quem funcione para você como uma relação entre imãs, irmãs. irmãos. sem muitos rodeios, mas já rodeando, o tempo se mostra o pior dos inimigos, agora. peço para que ele não passe até a prova de sábado (e de domingo). imploro para que ele voe quando penso no mês da primavera. tempo rei. suplico de todas as maneiras que para mim fazem-se possíveis, mas ele não me atende (o tempo). certa vez escutei uma frase que pensei, pudesse rapidamente me esquecer. "o tempo é o senhor da razão". clichê, sempre clichê. clichês fazem sim muito sentido. como não? o tempo cura, dói, machuca, e funciona para nós como um medicamento milagroso, mesmo que nos afogando dentro da nossa própria ansiedade. a ansiedade é traiçoeira. "espero que o tempo passe (ou não), mas não espero que a semana acabe" modifico algumas canções, é o meu jeito de fazer com que elas pareçam mais lógicas para mim, pareçam mais comigo. como um abraço pode mudar o nosso dia. quando digo nosso, me refiro a nós. um-a-um coração. porque, eu sei, não importa o quão frio/seco alguém seja/pareça ser, um abraço forte tem a incrível capacidade de metamorfose de sentimentos, sejam eles instantâneos, ou não. às vezes, (muitas), não são. é o que eu chamo de problema. me dá um abraço. gosto da infinita e incansável forma como a vida brinca com as nossas emoções. pode parecer faltar o ar. o coração reclama, e alma pede um intervalo. no desenrolar da madrugada, seu resultado tende a ser muito melhor. paciência e tolerância podem ser exatamente tudo que precisávamos, e sequer desconfiávamos. o tempo, mais uma vez ele. não importa o quão feliz ou triste você esteja. isso vai passar. a busca pelo equilíbrio não deve, não pode e não vai embora tão facilmente. segure-a, amarre-a pelo braço. algumas pessoas parecem se incomodar com a minha maneira de sentir-me bem. e com a sua também. elas não me dizem muita coisa, na realidade, elas não me dizem. elas não me falam. sinto-me tentada a perguntar aonde descolaram a tal capa da invisibilidade. metáfora, ironia. gosto mesmo dessas figuras. uma a uma vão completando o meu álbum. eu não pretendo parar por aqui.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sinestesia

então eu pensei, pensei e estive pensando. em meio a tantas figuras estudadas, foi a que roubou meu coração. eu ri. me recordo do aroma e me deparo com a lembrança de um alguém. não é por acaso. me pergunto como tal melodia me leva pra tão pertinho daquele sabor ifante. o ano é difícil. como me achar? será possível que toda essa sensibilidade ajude-me a voltar para mim? 16:41, o sol ilumina e cá estou em tom pastel. é hora de estudar. era hora, será hora, tomara que isso acabe. história, geografia, literatura...quem dera fossem só elas. os módulos 12345mil estão me esperando. pretendo devorá-los. é ano de concentração, e é segundo semestre. tempo de recomeçar. dedicação e disciplina que me trarão resultados esperados (espero). sei que não nos dedicamos metade do quanto poderíamos. clichê. a vida é toda um. tic tac, tic tac. a música que não sai da cabeça, as mil e uma e duas viagens que pretendo fazer. despedir-me é preciso. viver não é preciso...