segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Em mim

Amor
Amor e paixão
E alegria
Amor e alegria
Alegria e paixão
Amor platônico não
Amor e paixão
Ao contrário de Platão
Amor a dois
E um a um
Complemento
E suplemento
Amor assim
Simpesmente amor
Simplesmente sem sentido
E muito sentir
Aliteração
Assim

sábado, 20 de agosto de 2011

A cultura do excesso

Os "tempos modernos" têm sido cada vez mais pautados na lógica do supérfluo do que em qualquer outra coisa. À medida que vem sendo criadas novas funções para exercerem papéis desimportantes, existem muitos outros esperando serem alvo. Dentre eles, o questionamento acerca do real sentido de todo esse "exagero" presente nas mais variadas questões sociais.
É comum nos depararmos diariamente com apelos, sobretudo comerciais, referentes às inúmeras aquisições que "deveríamos" fazer. Necessidade: praticamente extinta quando o assunto é contemporaneidade. A sociedade consumista e a obsolescência planejada estão impostas para nós como uma ditadura. Como se tais fatores já não fossem suficientemente preocupantes, a sociedade vem se mostrando cada vez mais "efusiva". Negócios demais, vaidade demais, industrialização demais, alienação demais, e por aí vai...
Paradoxalmente, o "progresso" no tocante ao desenvolvimento nos traz consequências desanimadoras. O "mundo hiper" vem acompanhado de fatores positivos inversamente proporcionais ao seu tamanho. Seria esse um mundo frágil? O maior deles. Seguindo o raciocínio da inversão, praticamos constantemente a maior delas: a de valores. Ter nunca foi tão importante. Ser nunca foi tão desinteressante. O "status quo" tem tido para nós mais relevância do que a nossa essência. Não estou falando do status online, muito menos "No que você está pensando?", embora sejam os únicos sobre os quais muitos dos meus colegas têm "domínio". Pertencer à determinados grupos tem superado a preservação da própria dignidade.
Além disso, foi esquecido o real significado  do que chamávamos de originalidade. A "macrocultura" está nos traindo. Feche os olhos. Abra pelo menos um deles. Sinto o tédio se aproximando. Só de pensar que um dia,  considerado bom mesmo foi o que nos tornava mais nós mesmos. Feliz de quem viveu para se recordar. O ciclo não se encerra. A menos que o mundo se encerre antes. Para lembretes como esses que eu estou servindo, nesse momento. Faça de mim um post-it. =]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

La vie comme elle est

Assim como numa redação dessas que faço no colégio, só escolho o título depois que o texto está pronto. Para mim funciona melhor assim. Não quero mais estabelecer definições sobre a minha personalidade, porque agora tenho clara em minha mente a idéia de que só existirá uma definição final quando a minha estória estiver escrita. Não se trata de ponto final, muito menos aproximação com a morte, mas estabilidade entre mim e eu mesma. Descobri que a cada dia mudo a minha opinião sobre determinadas coisas e me posiciono diferentemente com relação aos assuntos mais polêmicos. A narrativa deve sim ser dividida em muitos capítulos. Na verdade, quero que a minha vida seja vivida lado a lado com os mais diversos elementos temáticos. Acho que a palavra é exatamente essa: diversidade. Descobri também que adoro conhecer tudo que é novo. Aprendi a ser alguém muito menos preconceituosa. Não há quem me faça acreditar na história do "não tenho preconceito", por se tratar de um conceito pré-estabelecido, simplesmente falando. E sem conceitos pré-estabelecidos não temos nem mesmo como (con)viver. Ao passo que me aproximo da maioridade, penso que devo me sentir mais "pressionada" a definir minha persona. Embora isso não me aflija, me questiono sobre a real, ou não, necessidade de tal sentimento. Talvez o mais adequado agora seja traçá-la, e não defini-la. Como se fosse plantar uma árvore. E regá-la. E cuidá-la para que consequentemente resulte em bons frutos. Desejo bons frutos. Quero desfrutar de todos eles. De cada um. Le Carpe Diem est tous les!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dentre os variados tipos...

...o pior de todos: a raiva de si mesma.
11:03 pm. Eu deveria estar dormindo. A angústia não deixa. "O coração dispara, e a consciência sente dooooooor.." (incrível a minha habilidade de rir da minha própria tragédia). "Me passei". Essa é a frase.
Imagine que você fica sabendo de um trabalho muito interessante. Aí você pensa: "Impossível, não tenho experiência no meio". Mas aí manda suas informações mesmo assim! Eis que você descobre que tem um e-mail, o utiliza para enviar mensagens quando preciso, e utiliza o seu endereço para usar o facebook. Mas não, você não é capaz de checá-lo constantemente. Então no dia 16 de agosto você descobre que recebeu um convite de uma seleção marcada para julho. GRRR. A raiva passa. Sentir raiva nem mesmo faz bem, e eu tenho um bom motivo pra não me sentir dessa maneira. Alguns bons. Sei que muitas oportunidades virão. Mas, no fundo, temo demasiadamente a possibilidade de, à medida que os dias vão passando, e a cada coisa que não dê certo, que eu caia no comodismo. Tenho medo de que a "falsa esperança" me torne uma pessoa daquelas que ficam esperando o destino trazer boas oportunidades. Entretanto, imagino que o fato de eu ter me dado conta da postura que eu não quero seguir já seja um bom início! Jah, a partir de hoje eu prometo olhar meus e-mails todos os dias! 

domingo, 7 de agosto de 2011

É lá que eu quero morar

Nunca pensei muito em sonhar muito. De repente, sonhar alto. Mas não muito. Digo, não muitas vezes, e sim muito alto. Posso ser bem mais confusa do que pareço. E sou. Na verdade, você acha que eu sou, agora. Mas agora eu nem sou tanto assim. Às vezes, qualquer desculpa é válida para não ter de pensar sobre. Posso ser muito mais. Ora, apenas o ser pode ser pensado, já que o não-ser não é. Se eu não consigo ter uma idéia do que a coisa é, não posso pensá-la - e o que não pode ser pensado não é ser. Daí Parmênides conclui que só o ser é - e que o não-ser não é. Dessa "verdade" deduz-se muitas outras. Deixa com eles lá. Só cabe a mim, agora, saber o meu lugar, aonde eu quero morar. Na realidade, não cabe nada. Afinal de contas, sou muito novinha para saber o que eu quero morar, aonde eu quero fazer. Hoje eu dormi-acordei sonhando muito, e muito alto. Decidi aonde eu quero viver. Mas só por hoje. E decidi morar mais perto de mim. Não que isso signifique abrir mão de uma coletividade. Eu amo as minhas reais-companhias. Então, decidi que não mais farei planos, afinal de contas, lá onde eu vou morar eles não valem de nada. Mentira minha. Eu quero mesmo é estar perto de tudo que acho errado. De tudo que acham. Não por uma questão de contrariar a sociedade que me abriga, e sim porque não quero migrar daqui pra onde eu não quero morar. Não sem antes experimentar um pouco de tudo que acho certo. Não sem antes descobrir o que de fato acho certo. Porque pra mim, o certo não é real. E sim o que eu acho certo. Assim como o tudo que você julga como certo. Esses somos nós. Especulações à parte, acredito na minha tese (ah, não digannnnm) de que as pessoas tem que parar JÁ de afastar-se tanto de sua essência e de tomarem o rumo contrário ao lugar que querem-devem morar. Fale, pense, repense, grite, ironize, dance, liberte a Pitty que existe em você. E experimente fazê-lo sem antes mesmo saber do que se trata. Faça o que tu queres, pois é tudo da lei.